Orkut não existia; tv colosso passava na globo,
colecionar álbuns de figurinhas era top,
bater bafo então, nem se fala… o máximo!
tênis de luzinha, era essencial,
meninos de 13 anos assistiam cavaleiros-do-zodiaco e dragon-ball-z;
existia carrosel.. depois, chiquititas e não rebeldes;
meninas de 11 anos brincavam de boneca,
e não saíam pra ‘pegar geral’, aliás, nem saíam;
plutão ainda era um planeta;
mc donalds, custava 4,00
kinder ovo era 1 real
salgado + refri = 1,00;
podia-se brincar na rua e voltar pra casa, onde o maior perigo era se machucar…
e pra isso ainda tinha a solução:
o merthiolate que, naquela época, ainda ardia; pessoas realmente se conheciam, e não tão somente pela “descrição” e álbum do orkut;
fotos não eram tiradas para serem colocadas no orkut e sim para recordarem um momento.. chamávamos até de “retrato”,
pois realmente tinha a função de retratar um momento/emoção
e não valia ver como ficou, apagar e repetir;
maquiagem era coisa de gente grande, usar quando era criança, só pra brincar de gente grande; pra saber da vida de alguém, só lendo os “cadernos de respostas” que faziamos — nada de “fuçar”; o grupo N'sync era o maior sucesso;
crianças tinham (no auge da tecnologia) tamagotchi
e não super-telefones-celulares com câmeras que tiram fotos (pro orkut) e filmam; emos não existiam, usar all-star, franja ou ter um estilinho diferente era legal;
beijos não eram mandados, nem escritos; as crianças ainda gostavam de parques de diversão
(com tromba-tromba, twister, casa-dos-espelhos, etc)
e não tinham problemas de visão nem obesidade
dados pelos videogames e computadores; (embora jogar super-mário, zelda, top-gear, f-zero,
super-star-soccer e street-fighter no super nintendo era o máximo) biscoitos “do fofão” e “mirabel”
existiam festas de 15 anos eram baile de debutantes e não eram mega-eventos-pop e nem se trocavam vendiam por viagens;
a intenção num show era ver o show, e não brigar ou disputar por números de beijos. As músicas (quando) tinham coreografias eram decentes; bonde significava no máximo um meio de transporte e bala era juquinha, 7 bello ou chita, e não drogas.
Se mandava cartinhas, pra dizer que amava e não scraps e/ou depoimentos; dizer que amava, o termo “te amo”.. era algo especial e não banalizado; os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam alguma coisa;
para se ter um amigo era necessário adquirir confiança, credibilidade entre ambos, e não apenas 2 cliques. E o tempo passou, a modernidade/informática chegou… pra resolver problemas que, definitivamente, não existiam. Ah, quanta saudade… eu era mais feliz naquele tempo!